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	<title>Pensando a Física na Escola &#187; Roberto Thomazelli</title>
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	<description>Reflexões e produções de professores e professores em formação nas escolas campos de estágio</description>
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		<title>Modelagem matemática aplicada ao ensino de Física</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Apr 2013 15:52:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Thomazelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Blumenau]]></category>
		<category><![CDATA[matemática e física]]></category>
		<category><![CDATA[modelagem]]></category>
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		<category><![CDATA[resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA MODELAGEM MATEMÁTICA E ENSINO DE FÍSICA RESENHA DO ARTIGO A MODELAGEM MATEMÁTICA APLICADA AO ENSINO DE FÍSICA NO ENSINO MÉDIO – LOZADA, CLÁUDIA de O., et alli – Revista Logos, nº 14 – UERJ – Rio de Janeiro – 2006.   O artigo pretende discutir a importância da modelagem matemática para<br /><span class="excerpt_more"><a href="http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=745">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA</strong></p>
<p align="center"><strong>MODELAGEM MATEMÁTICA E ENSINO DE FÍSICA</strong></p>
<p align="center"><strong>RESENHA DO ARTIGO <a href="http://www.feucriopardo.edu.br/logos/artigos/2006b/ARTIGO1-pag2-ClaudiaLozada-logos-14-2006.pdf" target="_blank">A MODELAGEM MATEMÁTICA APLICADA AO ENSINO DE FÍSICA NO ENSINO MÉDIO</a> – LOZADA, CLÁUDIA de O., <em>et alli</em> – Revista Logos, nº 14 – UERJ – Rio de Janeiro – 2006. </strong><strong> </strong></p>
<p>O artigo pretende discutir a importância da modelagem matemática para o ensino de Física no Ensino Médio. Sem descartar essa importância, os autores alertam que um enfoque centrado unicamente nos aspectos formais da modelagem matemática tornaria o aprendizado um processo puramente mecânico e reduzido à aplicação de fórmulas.</p>
<p>Fazendo referência ao aumento gradual de abstração dos modelos matemáticos, conforme a faixa etária, os autores defendem uma abordagem interdisciplinar entre os conteúdos de Matemática e os conteúdos de Física. O conteúdo “Funções”, por exemplo, é citado “sob uma visão integracionista entre Física e Matemática”, e na qual “No processo de graduação da complexidade dos modelos matemáticos em Física, o significado não deve se perder, mas constituir-se em agregação de outros aspectos que o enriqueçam, demonstrando que o conteúdo apreendido em um grau de ensino possui continuidade”. Advertem, porém, que alguns conceitos de Física (principalmente de Física Moderna), não são possíveis de serem modelados matematicamente no ensino médio. Defendem, neste caso, a apresentação de conceitos e da construção histórica desses conceitos, sendo a modelagem matemática inadequada na maioria das vezes.</p>
<p>Quanto ao ensino da Física Clássica no ensino médio, os autores apresentam o resultado de uma pesquisa feita com professores onde eles apontam as principais dificuldades dos alunos. A maior dificuldade, segundo os professores, é a interpretação de textos e enunciados. A segunda maior dificuldade (empatada com o item “assimilação de conceitos de Física”) são as operações matemáticas.</p>
<p>Os autores defendem então uma ação colaborativa entre professores de Matemática e professores de Física. Os autores citam CAMPOS (2000): “(&#8230;) a interdisciplinaridade se mostra um caminho importante na construção de um conhecimento que enfatiza a cooperação entre áreas diversas das ciências e que auxilia na compreensão das múltiplas intersecções entre saberes, muitas vezes, aparentemente distintos, contribuindo para a formação de um sujeito mais autônomo e crítico, na medida em que uma visão global do conhecimento o situa melhor dentro do universo escolar”.</p>
<p>Com relação à modelagem matemática, os autores lembram ainda que, citando NOVAK e GOWIN – 1988, “&#8230; as ferramentas de modelagem vão desde papel e lápis até a utilização de tecnologias interativas, como o computador”.  Sugerem então a utilização, entre outros, do software Modellus que permite ao aluno relacionar conceitos utilizando modelos matemáticos, por meio de animações, gráficos e tabelas.  Advertem que se deve evitar que os alunos entendam o software apenas como um meio de aplicação de fórmulas.</p>
<p>Mais ainda, com relação à modelagem matemática, os autores citam uma atividade prática envolvendo o funcionamento de um circuito elétrico. Entre outras coisas, essa atividade permite verificar se existe alguma relação entre a tensão aplicada, a corrente elétrica e a resistência de um material. Voltando ao tema da interdisciplinaridade, os autores apontam o conceito de função do 1º grau para caracterizar este fenômeno físico.</p>
<p>Os autores concluem afirmando que a preocupação dos professores não deve se ater somente ao domínio, pelos alunos, das ferramentas matemáticas para que sejam resolvidos os problemas de Física. Deve-se procurar fazer com que os alunos elaborem “mapas conceituais” que permitam a percepção do fenômeno físico no modelo matemático, a visualização da Física na representação matemática. A utilização de softwares de modelagem matemática pode ajudar muito neste aspecto, desde que sejam entendidos apenas como ferramentas de apoio. Os autores ressaltam, mais uma vez, a importância de um trabalho interdisciplinar, integrado entre Matemática e Física.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Comentário:</span> Lembro daquele problema na disciplina de Metodologia e Prática de Ensino de Física (S = 25 + 40 t - 5 t^2): O gráfico que representa a função principal, juntamente com as suas derivadas, apresenta um retrato fiel do fenômeno físico em praticamente todas as suas características. Este é um bom exemplo de como os softwares podem auxiliar na compreensão de um problema específico.  É a união de conceitos matemáticos (funções e derivadas) com conceitos físicos (posição, velocidade e aceleração), e que atesta a importância da interdisciplinaridade entre Matemática e Física.</p>
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		<title>Artigos da área de pesquisa em ensino de Física</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Apr 2013 14:21:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Thomazelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Blumenau]]></category>
		<category><![CDATA[divulgação científica]]></category>
		<category><![CDATA[HFC]]></category>
		<category><![CDATA[Leitura]]></category>

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		<description><![CDATA[Abaixo segue a relação de 5 (cinco) artigos da área de pesquisa em Ensino de Física, relacionados a 3 (três) temas específicos: 1) Filosofia, História e Sociologia da Ciência; 2) Leitura e uso de textos alternativos ao Livro Didático (Divulgação Científica, etc.); 3) Resolução de exercícios, problemas e a Linguagem Matemática. Os artigos são: OS<br /><span class="excerpt_more"><a href="http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=670">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Abaixo segue a relação de 5 (cinco) artigos da área de pesquisa em Ensino de Física, relacionados a 3 (três) temas específicos:</p>
<p>1) Filosofia, História e Sociologia da Ciência;</p>
<p>2) Leitura e uso de textos alternativos ao Livro Didático (Divulgação Científica, etc.);</p>
<p>3) Resolução de exercícios, problemas e a Linguagem Matemática.</p>
<p>Os artigos são:</p>
<p><a href="http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/snef/xx/sys/resumos/T0440-1.pdf">OS GRANDES ERROS SOBRE EINSTEIN</a>, de André Noronha <em>et alii</em>.</p>
<p><a href="http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/snef/xix/sys/resumos/T0668-1.pdf">HISTÓRIA E FILOSOFIA DA CIÊNCIA NO ENSINO DE FÍSICA: UMA PROPOSTA DE ROTEIRO PARA ANÁLISE DE LIVROS DIDÁTICOS DO ENSINO MÉDIO</a>, de Luciano Feitosa do Nascimento e Ana Paula Bispo da Silva.</p>
<p><a href="http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/snef/xix/sys/resumos/T0054-1.pdf">DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA PARA O PÚBLICO INFANTIL: POTENCIALIDADES DA REVISTA CIÊNCIA HOJE DAS CRIANÇAS</a>, de Renata A. Ribeiro e Maria Regina D. Kawamura.</p>
<p><a href="http://www.sbf1.sbfisica.org.br/eventos/snef/xx/sys/resumos/T0305-2.pdf">LEITURA DE UM TEXTO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA SOBRE NANOTECNOLOGIA NO ENSINO MÉDIO</a>, de José Marcio de Lima Oliveira <em>et alii</em>.</p>
<p><a href="http://www.feucriopardo.edu.br/logos/artigos/2006b/ARTIGO1-pag2-ClaudiaLozada-logos-14-2006.pdf">A MODELAGEM MATEMÁTICA APLICADA AO ENSINO DE FÍSICA NO ENSINO MÉDIO</a>, de Cláudia de Oliveira Lozada <em>et alii</em>.</p>
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		<title>Física no terceiro ano do ensino médio</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Mar 2013 11:24:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Thomazelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Blumenau]]></category>
		<category><![CDATA[eletricidade]]></category>
		<category><![CDATA[ensino de Física]]></category>

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		<description><![CDATA[Após 5 semanas de observação em uma turma do terceiro ano do ensino médio, nota-se que o ano escolar inicia-se com conteúdos curriculares referentes aos fenômenos elétricos. Partindo-se do conceito fundamental de carga elétrica, existe todo um encadeamento organizado e sistematizado de conteúdos que descrevem as interações que ocorrem entre cargas elétricas. A partir do<br /><span class="excerpt_more"><a href="http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=440">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após 5 semanas de observação em uma turma do terceiro ano do ensino médio, nota-se que o ano escolar inicia-se com conteúdos curriculares referentes aos fenômenos elétricos. Partindo-se do conceito fundamental de carga elétrica, existe todo um encadeamento organizado e sistematizado de conteúdos que descrevem as interações que ocorrem entre cargas elétricas. A partir do conceito fundamental são descritos processos de eletrização, a Lei de Coulomb, Campos Elétricos, Lei de Ohm, etc. Todos esses conceitos, ou a maioria deles, envolvem um conceito ainda mais geral: o de força.</p>
<p>Existem 4 forças fundamentais na natureza: A força gravitacional, a força nuclear fraca, a força nuclear forte e o Eletromagnetismo. A Mecânica Quântica é o modelo que existe atualmente para tratar as forças nucleares fraca e forte, e também o eletromagnetismo, como manifestações de uma única interação mais fundamental. As pesquisas em Física tentam incluir a força de gravidade e unificar as 4 forças em uma “Grande Teoria da Gravitação Quântica”, até agora sem sucesso.</p>
<p>Os fenômenos elétricos fazem parte do eletromagnetismo, que combina as forças elétricas e as forças magnéticas. Compreender os fenômenos elétricos, é compreender um aspecto daquelas 4 forças fundamentais. Isto seria um objetivo “mais filosófico” dentro da Física. É ótimo olhar para o nosso mundo e entender o que está se passando. É ótimo olhar para uma imagem na TV e (além de curtir o filme) entender como ela se forma. É bom compreender como se formam os raios e relâmpagos em uma tempestade.</p>
<p>Em se tratando de Física Aplicada, como poderíamos compreender o mundo atual, sem os conhecimentos sobre eletricidade? A eletricidade faz parte de nosso dia a dia.</p>
<p>A transmissão e construção de conhecimentos sobre eletricidade envolve também a transmissão e construção de conhecimentos matemáticos. A Física usa e abusa da Matemática. Isto pode ser um aspecto dificultador no ensino dos conteúdos sobre eletricidade, pois existe muita matemática envolvida. Os estudantes têm que estar familiarizados com geometria, trigonometria e álgebra, se quiserem entender os conceitos referentes a este conteúdos.</p>
<p>Por outro lado, existem muitos “eletricistas” que não sabem quase nada da teoria Física, mas que são capazes de montar um protótipo de um rádio, por exemplo, ou fazer os mais variados trabalhos e consertos em aparelhos elétricos. Muito físicos, quando tem algum problema em equipamentos elétricos, chamam técnicos para fazerem os consertos necessários. Então, o ideal é que tivéssemos acesso à teoria e à prática.</p>
<p>Nosso sistema educacional é deficiente. Seria bom se pudéssemos ter um sistema educacional de período integral, onde os estudantes em formação tivessem mais tempo de estudos, teóricos e práticos. Seria bom se houvesse mais tempo para a realização de experiências que produzissem um conhecimento palpável e visível do que se apresenta na teoria. No modelo atual, a Física acaba se tornando uma coisa muito abstrata. E muitos estudantes podem pensar naquela famigerada frase: “Pra que eu vou usar isso?”</p>
<p>E quando se estuda a matemática, talvez seria uma boa opção relacionar, ao mesmo tempo, como os seus conteúdos têm alguma aplicação na Física. Afinal as duas ciências caminham juntas:  A lei dos co-senos por exemplo&#8230; Seria uma boa opção que, ao se ministrar esse conteúdo nas aulas de matemática,  se pudesse exemplificar sua aplicação na Lei de Coulomb. Mas para isso, o professor de Matemática deve possuir também bons conhecimentos de Física. Esta seria uma situação ideal, mas que no contexto atual do nosso sistema de ensino, ainda está longe de se tornar realidade.</p>
<p>Uma questão que se coloca: Qual a melhor forma de se avaliar os alunos? Pela experiência que estou tendo no estágio, estou vendo a aplicação de um modelo de avaliação que independe de provas, sejam objetivas ou discursivas. Existem na literatura de pesquisa em ensino de Física, textos que sugerem a possibilidade de adoção de outras formas de avaliação. Neste aspecto, penso que isto depende de muitas variáveis, como por exemplo, a própria disciplina que se está lecionando, o comportamento da turma em sala de aula, a experiência do professor, os objetivos dele, etc. Se tudo isso for levado em conta penso também que este modelo de avaliação sem provas pode ser aplicado sem prejuízo ao processo de ensino-aprendizagem.</p>
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		<title>semana de 25/03 a 29/03</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Mar 2013 11:15:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Thomazelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Campo]]></category>
		<category><![CDATA[Blumenau]]></category>
		<category><![CDATA[campo elétrico]]></category>
		<category><![CDATA[Lei de Coulomb]]></category>

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		<description><![CDATA[26/03 – No início das aulas, dois alunos se dirigiram ao professor e mostraram sua tentativa de resolução para o problema deixado como dever de casa na aula anterior. O professor deu uma rápida olhada, mas não teceu comentários. Penso que nenhum dos dois conseguiu resolver. Eu olhei o caderno de alguns alunos e alunas<br /><span class="excerpt_more"><a href="http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=436">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">26/03 – No início das aulas, dois alunos se dirigiram ao professor e mostraram sua tentativa de resolução para o problema deixado como dever de casa na aula anterior. O professor deu uma rápida olhada, mas não teceu comentários. Penso que nenhum dos dois conseguiu resolver. Eu olhei o caderno de alguns alunos e alunas que estavam à minha frente e notei que alguns encontraram a direção da força resultante, mas ninguém conseguiu chegar ao resultado correto, que é (6 <em>K Q q </em>)<em>/ L<sup>2</sup></em>. O professor pediu então que os alunos tentassem resolver o mesmo problema, só que atribuindo o valor de 4µC para as cargas <em>Q</em>, e 1µC para a carga <em>q</em>, sendo o lado do triângulo igual a 1 metro. Se fizerem certo vão encontrar o resultado de 0,216 N.</p>
<p align="justify">Penso que a maior dificuldade dos alunos vai ser encontrar a distância entre as cargas nos vértices e a carga central que é dada por <em>L <a title="TeX" href="https://ead.moodle.ufsc.br/filter/tex/displaytex.php?+%5Csqrt%7B3%7D+" target="popup"><img src="https://ead.moodle.ufsc.br/filter/tex/pix.php/83733f1706f9671106a0064be0fea8bf.png" alt=" \sqrt{3} " /></a>/3</em> , e fazer as operações matemáticas, usando a lei dos co-senos.</p>
<p align="justify">Era o início da aula ainda, e após passar o problema, agora com dados numéricos, o professor começou a fazer a chamada e pediu que todos trouxessem o seu caderno e suas calculadoras. Eu notei que o professor olhava atentamente os cadernos e fazia uma rubrica com caneta de tinta vermelha em cada caderno. Ele estava dando notas aos alunos por sua produção nestas últimas 3 semanas (e por terem as calculadoras). Isso explica porque ele usou um número considerável de aulas sobre a Lei de Coulomb. Ele não iria fazer nenhuma prova e, coerente com sua proposta de avaliação, agora ele tinha em mãos o que cada aluno fez nas últimas aulas, relembrando que ele sempre reiterou que se fizessem os esquemas e diagramas com muito cuidado.</p>
<p align="justify">E o problema já citado, talvez nenhum aluno consiga resolver, e acredito que o professor vai resolver no quadro, em uma próxima aula. Na verdade, eu até gostaria de ver o professor explicar a resolução desse problema. Afinal é um problema aberto e depois de resolvido poderia se comparar o resultado conseguido com o mesmo problema com os dados numéricos propostos. Isso seria uma “descoberta” muito boa para os estudantes. Perceberiam que o problema aberto forneceria uma fórmula para se resolver qualquer outro problema do mesmo tipo. Até agora só acompanhei e verifiquei que os alunos conseguem resolver problemas fechados. Os problemas abertos, por enquanto, são uma incógnita para mim em relação a esta turma.</p>
<p align="justify">Depois de conferir o caderno de todos os alunos, ele continuou a aula com o conteúdo de campos elétricos. Seguindo a mesma metodologia usada até agora, ele começou a ditar uma lista de exercícios para os alunos resolverem.</p>
<p align="justify">
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		<title>semana de 18/03 a 22/03</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Mar 2013 19:13:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Thomazelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Campo]]></category>
		<category><![CDATA[Blumenau]]></category>
		<category><![CDATA[campo elétrico]]></category>
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		<description><![CDATA[19/03 Assistidas mais duas aulas da mesma turma. Nesta ocasião o professor deixou como “dever de casa” a resolução de um problema referente à Lei de Coulomb, mas este problema não possuía dados quantitativos: O problema consistia em 3 (três) cargas, Q1, Q2 e Q3 , distribuídas em um triângulo eqüilátero, com Q1 (positiva) no vértice<br /><span class="excerpt_more"><a href="http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=325">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>19/03</p>
<p>Assistidas mais duas aulas da mesma turma. Nesta ocasião o professor deixou como “dever de casa” a resolução de um problema referente à Lei de Coulomb, mas este problema não possuía dados quantitativos:</p>
<p>O problema consistia em 3 (três) cargas, <em>Q1, Q2 </em>e <em>Q3</em> , distribuídas em um triângulo eqüilátero, com <em>Q1</em> (positiva) no vértice superior e <em>Q2</em> e <em>Q3</em> (negativas) nos vértices inferiores, esquerdo e direito. No centro do triângulo o professor colocou uma carga <em>q,  </em>positiva . O lado do triângulo media <em>l</em>.</p>
<p>Este é um problema “mais aberto”, pois os alunos teriam que formular hipóteses, conforme os valores atribuídos a  <em>Q </em>e a <em>q</em> , além do valor atribuído ao lado <em>l</em>. Ou teriam que explicitar a força resultante em termos de , <em>Q</em>, <em>q</em> e <em>l</em>.  Teriam que encontrar a relação que existe entre o lado do triângulo e a distância entre as cargas. Teriam que “desconfiar” que as cargas  possuem um mesmo módulo (já que foram escritas com a mesma letra maiúscula). Teriam que fazer suposições sobre ângulos envolvidos.</p>
<p>O professor falou: “quem consegui resolver ganha 10 de média”.  Estou curioso para saber se algum aluno vai conseguir resolver este problema. Vou ficar atento quanto a isso.</p>
<p>Após passar esta tarefa para os alunos, o professor começou um novo assunto: Campos elétricos. Como havia feito na primeira aula sobre a Lei de Coulomb, o professor utilizou bastante de interações discursivas para introduzir este assunto. Explicou sobre a atuação radial de um campo elétrico. Após falar sobre campos elétricos ele usou o mesmo método de esquematizar no quadro com desenhos. Explicou um pouco sobre a fórmula E=F/q, mas não teve tempo de passar exercícios pois as aulas terminaram.</p>
<p>Neste mesmo dia, após as aulas dei uma passada na sala dos professores (já tinha ido em outras ocasiões e reparei que o quadro de avisos que existe lá estava com a seguinte frase: “Professores: Ensinar não é transferir conhecimentos, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou sua construção – Paulo Freire.”</p>
<p>Este quadro, normalmente é usado para avisos gerais (alunos que comunicam licenças médicas, mudança de horários, etc&#8230;) E neste dia 19 apareceu a frase de Paulo Freire.</p>
<p>Nesta sala dos professores, os mesmos “batem o ponto” literalmente e aguardam o início das aulas. Conversam bastante sobre vários assuntos. Alguns dão uma olhada nos jornais. Outros tomam cafezinho. Conversei neste dia com um professor de matemática (um pouco “mais velhinho” que os outros) e disse para ele que eu estava fazendo estágio na disciplina de Física. Ele disse que estavam faltando profissionais nessa área e me deu os parabéns por minha escolha. Ainda elogiou muito o professor de Física que estou acompanhando. Aos poucos estou conhecendo também os professores de outras disciplinas, já que sempre que vou para a escola, também aguardo o início das atividades na sala dos professores.</p>
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		<title>semana de 11/03 a 15/03</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Mar 2013 02:17:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Thomazelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Campo]]></category>
		<category><![CDATA[Blumenau]]></category>
		<category><![CDATA[Eletrostática]]></category>

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		<description><![CDATA[12/03 – Assisti a mais duas aulas na mesma turma do terceiro ano. Como na semana passada, não foram passados novos conteúdos. O professor passou de dupla em dupla de alunos, para verificar os seus cadernos de apontamentos e resoluções dos exercícios. Verificou também quem já tinha colado a tabela de prefixos para potências de<br /><span class="excerpt_more"><a href="http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=251">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">12/03 – Assisti a mais duas aulas na mesma turma do terceiro ano. Como na semana passada, não foram passados novos conteúdos. O professor passou de dupla em dupla de alunos, para verificar os seus cadernos de apontamentos e resoluções dos exercícios. Verificou também quem já tinha colado a tabela de prefixos para potências de 10 e o alfabeto grego, que ele já tinha pedido nas duas últimas aulas. Penso que estava avaliando os alunos.</p>
<p align="justify">O professor continuou corrigindo a mesma lista de exercícios sobre a Lei de Coulomb (cada vez mais complexos, como era de se esperar). Deteve-se longamente em um problema particular, no qual constavam (em um esquema de um quadrado de 1 metro de lado) 4 cargas nos cantos do quadrado, todas de 6 Microcoulombs. Duas cargas positivas na parte superior e duas cargas negativas na parte inferior. No centro do quadrado “colocou” uma carga positiva de 2 Nanocoulombs. O objetivo era verificar a interação que ocorria entre as 4 cargas nos cantos do quadrado e a carga no centro.</p>
<p align="justify">O professor desenhou o esquema deste problema no quadro. A resolução deste problema foi muito discutida pelo professor com os alunos, pois aparecem 4 forças (duas a duas) em diagonal para baixo, e para a esquerda e para a direita. As duas forças que vão em diagonal para baixo e para a esquerda fazem um ângulo de 90º com as duas forças que vão em diagonal para baixo e para a direita. E a força resultante aponta diretamente na direção vertical.</p>
<p align="justify">O professor insistiu que os alunos prestassem bastante atenção no desenho esquemático do problema. Relacionou a geometria Euclidiana com este problema explicando como se obtinha a distância entre as cargas e explicou também que se fizessem o desenho direito, perceberiam a formação de triângulos retângulos e a possível aplicação do teorema de Pitágoras. Percebi que os alunos tiveram dificuldade na resolução deste problema, que foi longamente explicado pelo professor e os alunos copiaram.</p>
<p align="justify">Este problema consumiu quase que uma aula inteira, então não sobrou muito tempo para outras explicações. Além disso, houve duas interrupções: Uma, quando um funcionário pediu licença para adentrar na sala e explicar o procedimento que os alunos deveriam adotar se chegassem atrasados (assinar um determinado papel na secretaria e entregar ao professor). E a outra interrupção ocorreu, mais no final da aula, quando o professor começou a combinar com os alunos uma futura viagem que fariam no segundo semestre, para Minas Gerais, a fim de testemunhar a atração magnética que a Terra exerce em automóveis, em ladeiras nas quais os carros aparentemente sobem sozinhos.</p>
<p align="justify">Então, pode-se afirmar que as duas aulas foram praticamente consumidas na resolução de um único problema. O ponto positivo foi a excelente explicação do professor e o excelente desenho esquemático que ele fez, reiterando aos alunos, que este procedimento representa 75% da resolução. Esse ponto os alunos aparentemente entenderam bem, pois quando eu estava fazendo o meu rascunho para o exercício, (bem tosco por sinal) uma aluna me deu “uma bronca”, dizendo que meu desenho nem parecia um quadrado. Aceitei na boa a observação e disse que ela estava correta, que meu desenho estava ruim mesmo, e que eles deviam seguir a orientação do professor.</p>
<p align="justify">14/03 – Neste dia passei na Secretaria e conversei com duas funcionárias que ali estavam. Fiz algumas perguntas gerais sobre a escola. Esta escola não tem Laboratório de Ciências, então a parte prática das disciplinas de ciências fica a cargo da criatividade dos professores, e de sua capacidade e interesse em apresentar experiências fáceis de se fazer.</p>
<p align="justify">Elas disseram ainda que quando há falta de professores por algum motivo (licença médica, etc&#8230;), os alunos não são dispensados. Eles ficam fazendo alguma atividade na escola. “Antigamente” os alunos, nesse caso, eram dispensados, mas atualmente isso mudou.</p>
<p align="justify">A escola possui uma sala de informática. Eu dei uma passada nesta sala e vi muitas crianças “trabalhando” nos computadores.</p>
<p align="justify">O assunto “merenda escolar” também foi trazido à tona. Todos os alunos tem acesso à alimentação, desde os do ensino fundamental até os do ensino médio. Eles fazem refeições em horários diferentes, no recreio. Primeiro os alunos do ensino fundamental, depois os alunos do ensino médio.</p>
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		<title>semana de 04/03 a 08/03</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Mar 2013 11:26:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Thomazelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Campo]]></category>
		<category><![CDATA[Biblioteca]]></category>
		<category><![CDATA[Blumenau]]></category>
		<category><![CDATA[Eletrostática]]></category>

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		<description><![CDATA[05/03 Foram observadas mais duas aulas. O professor não passou novos conteúdos. Ele continuou acompanhando os alunos na resolução dos exercícios sobre a Lei de Coulomb, que havia passado na aula anterior. Desenhou o esquema de um dos problemas no quadro. Desenhou uma carga negativa e uma carga positiva. Atribuiu 2n C para a carga<br /><span class="excerpt_more"><a href="http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=162">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>05/03 </strong></p>
<p>Foram observadas mais duas aulas. O professor não passou novos conteúdos. Ele continuou acompanhando os alunos na resolução dos exercícios sobre a Lei de Coulomb, que havia passado na aula anterior.</p>
<p align="justify">Desenhou o esquema de um dos problemas no quadro. Desenhou uma carga negativa e uma carga positiva. Atribuiu 2<em>n C</em> para a carga negativa e 2µ<em>C</em> para a carga positiva. Desenhou a carga positiva como “uma bola” bem maior que a carga negativa.</p>
<p align="justify">Em seguida perguntou o nome de uma aluna e questionou para ela: Quanto vale a “carga grandona”? Ele esperava que a aluna respondesse 2 Microcoulombs. Mas a aluna vacilou e não respondeu. O professor então, perguntou se os alunos fizeram o que ele tinha pedido na aula anterior (colar uma tabela com os prefixos para potências de 10 e letras gregas no livro).</p>
<p align="justify"><a href="http://3.bp.blogspot.com/-xmDRkcIWWBo/TcCpQCwpfgI/AAAAAAAAACQ/hRIpX2c8628/s1600/ABbliaSagradaVersoDigital.gif" rel='prettyPhoto[gallery1]'><img class="alignleft" title="&quot;Bíblia&quot;" src="http://3.bp.blogspot.com/-xmDRkcIWWBo/TcCpQCwpfgI/AAAAAAAAACQ/hRIpX2c8628/s1600/ABbliaSagradaVersoDigital.gif" alt="" width="240" height="217" /></a>Alguns alunos responderam que sim, então o professor deu uma olhada nas tabelas e pediu que os outros fizessem o mesmo. Inclusive falou: &#8220;Colem essa tabela na “bíblia”&#8221;, se referindo ao livro didático. Ele mostrou para todos como uma aluna tinha feito isso de maneira bem caprichada.</p>
<p align="justify">Continuando, ele enfatizou que para resolver os exercícios “o desenho esquemático do problema é 75 % do problema, o resto as calculadoras fazem”. Certamente foi por isso que ele tinha explicado bastante sobre o uso de calculadoras científicas na aula anterior. Ele ainda perguntou a um aluno: “Tu trouxesse a tua calculadora científica?” Como o aluno respondeu que não, o professor retrucou em tom de gozação: “Nas minhas aulas de Física não precisa de calculadora, mas nas aulas de religião precisa”.</p>
<p align="justify">Então ele pediu que os alunos resolvessem o exercício e ficou observando. Os alunos sentam aos pares e o professor resolveu acompanhar atentamente uma determinada dupla. Uma aluna que estava sentada na minha frente perguntou se eu sabia fazer. Eu respondi que sim e ela me pediu para mostrar como se faz. O professor percebeu e falou para ela: “Isso não é atribuição dele e sim de vocês.” Quando ele se afastou eu não resisti à tentação e respondi para a aluna que eu “já tinha feito de cabeça”, (pois a distância foi dada como 10 cm). A aluna em questão ficou espantada e comentou com o colega ao lado: “pô, ele já fez de cabeça!”, certamente pensando que eu era um gênio. Achei muito engraçado este momento.</p>
<p align="justify">O professor pediu que os alunos continuassem a resolver os exercícios e deu uma saída da sala. Surpreendentemente, os alunos ficaram quietos (alguma conversa aqui ou ali) e ficaram absortos em sua tarefa. Depois de uns 5 minutos, mais ou menos, o professor voltou com um notebook, e mostrou para mim o planejamento de ensino que ele fez para todos os 4 bimestres. Esse documento encontra-se no anexo.</p>
<p align="justify">A aula prosseguiu e o professor esclareceu que os exercícios estavam ficando cada vez mais “difíceis”, já que começaram a aparecer problemas com 3 cargas, mas que tinha que ser assim mesmo. Explicou o conceito de força resultante quando estão envolvidas mais cargas. Como ele deu uma apressada no ritmo dos trabalhos a mesma aluna que já tinha falado comigo disse: “Se tu for professor não seja apressado que nem ele”. Eu apenas sorri para ela. O professor enfatizou novamente que se aprendesse a usar as calculadoras e perguntou se alguém ainda tinha dúvidas de como usá-las. E assim terminaram essas duas aulas.</p>
<p align="justify">Já deu para perceber que essa turma do terceiro ano é bem comportada. Os alunos conversam durante a aula, mas em tom baixo e não fazem bagunça. Será que é uma exceção? Pretendo observar outra turma para fazer comparações.</p>
<p align="justify">Antes das aulas iniciarem, foi conversado com o professor sobre o fato de ele não fazer provas. Ele disse que isso é decisão pessoal dele. Ele explicou que tem 13 anos de experiência como professor, e também já fez provas como se faz normalmente. Agora ele usa o seguinte método: Ao fazer a chamada pelo diário de classe, ele vai colocando símbolos (letras do alfabeto grego) junto aos nomes dos alunos, que equivalem a notas pelo desempenho individual em aulas anteriores. Ele avalia os cadernos dos alunos, os desenhos que eles fazem, além do comportamento geral em sala de aula. Foi perguntado se ele já reprovou alguém dessa maneira e ele respondeu que sim. Também disse que consegue avaliar quem merece aprovação ou não.</p>
<p align="justify"><strong>07/03</strong></p>
<div id="attachment_200" class="wp-caption aligncenter" style="width: 280px"><a href="http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/wp-content/uploads/2013/03/biblioteca-11.jpg" rel='prettyPhoto[gallery1]'><img class=" wp-image-200 " title="Biblioteca" src="http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/wp-content/uploads/2013/03/biblioteca-11-300x225.jpg" alt="" width="270" height="203" /></a><p class="wp-caption-text">Biblioteca, sendo reorganizada.</p></div>
<p align="justify">Neste dia fui à biblioteca da escola. Chegando lá percebi que havia dois alunos tentando organizar os livros. Passei a conversar um pouco com eles. Eles me disseram que a biblioteca está fechada há uns 4 ou 5 anos. Fechada, no sentido de que não existe organização nenhuma. Os alunos me disseram que, por iniciativa deles e de ex-alunos, estão tentando organizar novamente. Na aula de educação física, alguns voluntários são dispensados e vão à biblioteca para tentar botar os livros em ordem. O que eu vi foi o seguinte: Os livros novos estão empilhados num local e são relativamente fáceis de se achar. Tanto que a coordenadora dos estágios me presenteou com a coleção de Física para o ensino médio. O grande problema é se você quiser encontrar algum determinado livro mais antigo. Aí você tem que procurar muito, e se tiver sorte vai achar. A biblioteca está sem organização nenhuma, tá complicado de se achar alguma coisa. Menos mal que os próprios alunos estão tentando reorganizar a biblioteca.</p>
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		<title>semana de 25/02 a 01/03</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Mar 2013 11:17:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberto Thomazelli</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Campo]]></category>
		<category><![CDATA[Blumenau]]></category>
		<category><![CDATA[Eletrostática]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta primeira semana,  foi observado que  o  conteúdo que  está  sendo  tratado  no terceiro ano do ensino médio é sobre Eletricidade (cargas elétricas, Lei de Coulomb, etc&#8230;). O professor é Licenciado em Física por uma universidade do RS. A turma é composta por 32 estudantes. Na primeira aula o professor referiu-se aos assuntos tratados na<br /><span class="excerpt_more"><a href="http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=155">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Nesta primeira semana,  foi observado que  o  conteúdo que  está  sendo  tratado  no terceiro ano do ensino médio é sobre Eletricidade (cargas elétricas, Lei de Coulomb, etc&#8230;). O professor é Licenciado em Física por uma universidade do RS. A turma é composta por 32 estudantes.</p>
<p align="justify">Na primeira aula o professor referiu-se aos assuntos tratados na aula anterior. Cobrou dos alunos um relatório sobre o conteúdo passado até então, e que não havia sido feito até aquele momento.</p>
<p align="justify">À medida que ia passando os novos conteúdos sobre a Lei de Coulomb, através de interações discursivas, (pois pouco usou o quadro), houve um determinado momento em que solicitou que se apresentassem 2 (dois) alunos voluntariamente para fazer uma pesquisa, <span style="text-decoration: underline;">porém sem dizer qual o assunto dessa pesquisa</span>. Quando dois alunos se apresentaram o professor disse: “Eu quero saber sobre raios e pára-raios”. Os dois alunos ficaram então responsáveis por esta pesquisa.</p>
<p align="justify">Neste momento, ao fazer uma pequena observação sobre pára-raios, o professor usou a oportunidade para fazer uma anedota: “Se um raio caísse num presídio onde todos estivessem cercados por grades de ferro, na verdade os presos estariam protegidos, pois estariam dentro de uma ‘gaiola de Faraday’”.</p>
<p align="justify">Aqui, como foram citados presos e presídios, abriu-se uma oportunidade para se falar de ética e cidadania, pois surgiu o assunto dos torcedores de um time brasileiro, presos na Bolívia. <span style="text-decoration: underline;">É interessante mencionar este episódio, pois a física foi deixada de lado momentaneamente</span>, para que outros assuntos igualmente importantes para a sociedade, viessem à tona. Houve uma pequena discussão sobre esse assunto.</p>
<p align="justify">Continuando a aula, o professor deu explicações sobre o uso de calculadoras científicas, e então passou a usar o quadro, para explicar os prefixos para potências de dez: mili, micro, nano, pico, quilo, mega, giga, etc&#8230; Falou um pouco também sobre as letras gregas que se usam na Física. Pediu que os alunos colassem em seu livro uma tabela com prefixos e letras gregas.</p>
<p align="justify">Em seguida, também usando o quadro, ilustrou esquematicamente cargas elétricas positivas e/ou negativas e seu comportamento no que se refere à Lei de Coulomb. Ilustrou as forças repulsivas e atrativas que agem entre as cargas, conforme o caso. Explicou também a relação matemática da Lei de Coulomb. Nesta parte da aula, houve muita interação discursiva.</p>
<p align="justify">Prosseguindo, o professor ditou alguns exercícios referentes à aplicação da Lei de Coulomb. O professor ficava na parte de trás da turma e observava os alunos. Esperava alguns minutos, acompanhava os trabalhos dos alunos, interagia com eles e posteriormente apresentava as devidas soluções, com comentários. O professor fez importantes relações entre a força eletrostática e a força gravitacional explicando que ambas são proporcionais ao inverso da distância ao quadrado. E assim terminaram as duas aulas.</p>
<p align="justify">Fora do conteúdo propriamente dito, foi observado que o professor se dirigiu a dois alunos que estavam naquela turma pela primeira vez, e explicou como era a sistemática de suas aulas. Ele estava expondo a sua parte no contrato didático, e o que esperava dos alunos.</p>
<p align="justify">O professor advertiu que não admite o uso de celulares em sala de aula, e com certeza, não se ouviu nenhum barulho de aparelhos eletrônicos. Segundo suas próprias palavras, o uso de celulares teria como conseqüência a reprovação na disciplina. Os alunos devem ter entendido e aceitado isto. <span style="text-decoration: underline;">O professor não faz provas</span>. Seu método de avaliação consiste em acompanhar muito atentamente o desempenho de cada um nas atividades em sala de aula e o comprometimento com a disciplina. Por exemplo, quando solicitou dois voluntários para fazer uma pesquisa, sem mencionar o assunto de antemão, imagina-se que, nesse momento, os dois alunos que se apresentaram devem ter sido bem avaliados.</p>
<p align="justify">O livro didático usado nessa turma do terceiro ano é CURSO DE FÍSICA – VOL. 3, dos autores Antonio Máximo e Beatriz Alvarenga (a capa do livro encontra-se no anexo). Segundo o professor, este é um livro que dá muita ênfase à parte “mais conceitual” da Física, sem no entanto abandonar totalmente a parte prática e dos formalismos matemáticos.</p>
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