<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Pensando a Física na Escola &#187; Diário de Campo</title>
	<atom:link href="http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?cat=19&#038;feed=rss2" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2</link>
	<description>Reflexões e produções de professores e professores em formação nas escolas campos de estágio</description>
	<lastBuildDate>Thu, 17 Jul 2014 12:59:07 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.4.1</generator>
		<item>
		<title>(G4) Relato de Estágio</title>
		<link>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=2141</link>
		<comments>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=2141#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Jul 2014 22:45:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone Alaide da Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Campo]]></category>
		<category><![CDATA[Blumenau]]></category>
		<category><![CDATA[G4]]></category>
		<category><![CDATA[resolução de problemas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=2141</guid>
		<description><![CDATA[As minhas aulas nessa disciplina de estágio C foram um pouco complicadas, não as aulas em si, mas a dinâmica de funcionamento da escola. Inicialmente eu iria estar trabalhando com os segundos anos do período vespertino, que seriam as mesmas turmas que eu havia trabalhado nos estágios A e B o que pra mim seria<br /><span class="excerpt_more"><a href="http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=2141">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As minhas aulas nessa disciplina de estágio C foram um pouco complicadas, não as aulas em si, mas a dinâmica de funcionamento da escola. Inicialmente eu iria estar trabalhando com os segundos anos do período vespertino, que seriam as mesmas turmas que eu havia trabalhado nos estágios A e B o que pra mim seria perfeito. Queria dar continuidade as minhas pesquisas relacionadas a  importância da resolução de problemas no ensino de física e a importância do lúdico em sala de aula. Manter as turmas ajudaria muito na análise dos resultado e eu estava muito animada com isso. Devido a mudanças no horário do professor tive que acabar trocando de turmas, mudando meu planejamento e por fim desanimei um pouco com relação a pesquisa.</p>
<p>Meu estágio C se desenvolveu por fim em duas turmas de primeiro ano. Primeiro sete e primeiro oito, nas últimas semanas porém, teve uma nova troca de horário e acabei encerrando o estágio somente com o primeiro oito. Muitos desses alunos dos primeiro anos tinham sido meus alunos em matemática no ano anterior, eles eram participantes de um projeto criado pelo governo estadual no qual não poderiam reprovar desde a quinta série até a oitava série, por isso, muitos desses alunos tem séria dificuldade em matemática e até em escrita e leitura. No início eu não fiquei nada feliz com essa troca mas já aprendi que quando não tem como fugir de uma dificuldade, o jeito é encarar de frente como um novo desafio e fazer o melhor que puder. foi o que tentei fazer.</p>
<p>Durante as aulas com esses alunos trabalhei sempre levando materiais para a sala de aula, na maioria das vezes brinquedos para representar uma situação problema, fiz muitos desenhos no quadro, trabalhei os problemas dentro da minha proposta de enfatizar a interpretação e a análise dos resultados. Para minha surpresa trabalhar com eles foi muito prazeroso, eles me recebiam sempre com sorrisos e eu sentia que estavam interessados no que eu ia mostrar e falar. Durante as resoluções dos problemas eles participavam e davam opiniões.</p>
<p>Quando o professor me falou que ele ia elaborar a prova fiquei um pouco preocupada, imaginei que talvez a prova devesse ser elaborada por mim, porque eu queria direcionar as idéias deles para a maneira como o conteúdo foi trabalhado por mim. Depois, refletindo a respeito cheguei a conclusão de que seria bom que a prova fosse elaborada pelo professor porque afinal de contas as provas que eles terão que fazer serão provas tradicionais e eu fiquei imaginando que, se ocorreu realmente a aprendizagem eles deveriam conseguir responder quaisquer problemas relativos aquele conteúdo.</p>
<p>Hoje fiz a análise dos resultados obtidos com essa avaliação e fiquei muito feliz e até surpresa com os resultados obtidos por eles. Na turma tem vinte e nove alunos, no dia da prova dois faltaram.  Os demais fizeram a prova e o resultado foi o seguinte: dois alunos tiraram nota inferior a cinco, oito alunos tiraram notas entre cinco e sete e dezessete alunos tiraram nota acima de sete. Conhecendo os alunos e sabendo de todas as suas dificuldades chego a me emocionar com os resultados e espero sinceramente ter despertado neles um gostinho pelo física.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?feed=rss2&#038;p=2141</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>(G2) Relatos das aulas 2, 3 e 6</title>
		<link>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=2081</link>
		<comments>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=2081#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 01 Jul 2014 02:25:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maurílio Watzko</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Campo]]></category>
		<category><![CDATA[G2]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=2081</guid>
		<description><![CDATA[Aula 2 e 3 (2h/a) do dia 03/04/2014 A aula foi no laboratório de informática em que se oportunizou o uso da mídia interativa trazendo novas possibilidades de aprendizagem. Os alunos ficaram entusiasmados no início, mas logo começaram a utilizar outros endereços que não são convenientes para este instante de estudo. Chamada à atenção e<br /><span class="excerpt_more"><a href="http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=2081">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aula 2 e 3 (2h/a) do dia 03/04/2014<br />
A aula foi no laboratório de informática em que se oportunizou o uso da mídia interativa trazendo novas possibilidades de aprendizagem. Os alunos ficaram entusiasmados no início, mas logo começaram a utilizar outros endereços que não são convenientes para este instante de estudo. Chamada à atenção e retornado á mídia Lei de Coulomb do site do professor Romero. Assim também pedi que abrissem uma aba do site de busca (google) para que buscassem a máquina de torção à visualizando e gerando entendimento dos procedimentos da mídia. Os alunos perceberam também na apresentação geral da mídia: contexto histórico e mapa conceitual outros recursos importantes para estudar Física. Fizemos uma leitura parcial do texto do conceito histórico apenas listando tópicos como: âmbar, magnetita e a experiência de Coulomb. Logo na mídia interativa no link interatividade com a manipulação do ângulo, valor da carga e do número de medidas estabelecidas se podem chegar ao gráfico ideal que representa a lei de Coulomb e daquilo que foi pedido para os alunos responderem, ou seja, a questão 3 da página 50 do livro texto da aula passada na resolução do “para casa”. Logo o item “a” da questão foi percebido por um aluno, porém ele não conseguiu responder o porquê do comportamento da curva que se apresentava na resposta. Havia manipulado a curva na mídia, mas não sabia expressar o que aconteceu. Então, um (outro) aluno apontou de que era devido à distância e também ao ângulo (35, 50, 65, 80, 95, 110, 124º respectivamente) em que isto interfere diretamente na força de interação entre os objetos e ou cargas (2 cargas e utilizadas e portanto sete medidas). Fiz muitos pedidos em alguns momentos da aula que apenas permanecessem (os alunos) na mídia. Até que o sistema travou fizemos então alguns comentários sobre o bom uso do laboratório de informática, o retorno aos estudos com a visualização da máquina de torção. Deixou-se para a próxima aula a atividade de mapa conceitual. Percebeu-se que há motivação nos alunos quando se vai até o laboratório de informática, mas falta a estes alunos um uso mais responsável. Para finalizar um aluno comentou de que as cargas em alinhamento se comportam da mesma forma, ou seja, produzindo força elétrica tal qual a máquina de torção. Pois esta teoria de alguma maneira ajudou nos estudos dos conceitos de força gravitacional etc.</p>
<p>Aula 6 (1h/a) no dia 24/04/2014.<br />
A aula foi ministrada no laboratório de informática com a apresentação da mídia Phet Colorado (projetor). Conforme o plano de aula seguiu-se o roteiro das apresentações com: Balões de eletricidade estática, Campo Elétrico dos sonhos, Tensão na Bateria, Circuito bateria-resistor, Laboratório de eletromagnetismo de Faraday e Laboratório virtual com kit de construção de circuitos AC e DC. As exposições tentam trazer novo olhar dos alunos no estudo de Física. Na mídia com balões os alunos gostaram e interagiram lembrando-se do experimento com régua e papel (citado em uma das aulas). Na mídia tensão da bateria e circuito-resistor comentaram a ideia do reservatório de água. No Kit virtual com a montagem de circuito elétrico em que foi montado um circuito simples com interruptor, condutores, bateria (fonte) e carga (lâmpada) os alunos questionaram sobre o “fio mestre” nas residências. Comentei então que este pode ser um circuito só abrangendo todos os pontos de luz ou tendo (é norma) um quadro com disjuntores (seccionadores) separando os circuitos com “n” pontos de luz por circuito. Assim a “linha mestra” única subdivide-se em mais circuitos favorecendo a manutenção, e a não sobrecarga dos condutores e também a segurança da instalação. Mas a mídia que mais chamou a atenção dos alunos foi o laboratório de Faraday em que viram como é gerada a energia elétrica (uma ideia virtual) e dos fenômenos relacionados ao magnetismo. Senti que momentaneamente havia “ganhado” a aula. Porém na sequencia com a chegada de uns alunos (atrasados) a aula ficou tumultuada e mesmo prosseguindo com a pesquisa de imagens os alunos fugiram um pouco da proposta. Porém ao final pude aplicar o texto e alguns alunos já foram fazendo a leitura. A entrega dos questionamentos do texto ficou para a próxima aula.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?feed=rss2&#038;p=2081</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>(G4) Pesquisa com os alunos</title>
		<link>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=2030</link>
		<comments>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=2030#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2014 13:02:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Simone da Silva Clara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Campo]]></category>
		<category><![CDATA[G4]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=2030</guid>
		<description><![CDATA[Bom dia, na minha última aula de estágio pedi aos alunos que escrevessem em um papel sem se identificar qual sua maior dificuldade na hora de resolver os problemas, se a dificuldade está em interpretar o problema e tirar os dados ou seria na hora de resolver os cálculos matemáticos e porquê? pedi também que<br /><span class="excerpt_more"><a href="http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=2030">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom dia, na minha última aula de estágio pedi aos alunos que escrevessem em um papel sem se identificar qual sua maior dificuldade na hora de resolver os problemas, se a dificuldade está em interpretar o problema e tirar os dados ou seria na hora de resolver os cálculos matemáticos e porquê? pedi também que sugerissem o que poderia ser feito para melhorar o seu entendimento.</p>
<p>Os alunos escreveram pouco, não relataram detalhadamente suas dificuldades e também não sugeriram mudanças, nessas poucas palavras que escreveram, a maioria deles responderam que tem dificuldade nos cálculos matemáticos, porque confundem as operações, principalmente porque confundem os sinais e também responderam que tem dificuldades quando precisam fazer conversões de unidades. Poucos alunos justificaram o porque de suas dificuldades, apenas colocaram que não conseguem resolver.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?feed=rss2&#038;p=2030</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>(G1) ESTÁGIO SUPERVISIONADO C: DIÁRIO DE CAMPO (AULA A AULA)</title>
		<link>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=2003</link>
		<comments>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=2003#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 15 Jun 2014 00:28:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila Nart Gonçalves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Campo]]></category>
		<category><![CDATA[Criciúma]]></category>
		<category><![CDATA[G1]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=2003</guid>
		<description><![CDATA[16/04 3ª SÉRIE 3002 (DUAS AULAS) – Depois de conversas com os professores orientadores do estágio e com a professora supervisora, chegamos ao consenso de que meu tema de investigação partiria em cima dos conteúdos de Eletrodinâmica. Porém, antes seria necessário finalizar força elétrica e campo elétrico. Nesse dia, eles tinham uma avaliação (prova) referente<br /><span class="excerpt_more"><a href="http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=2003">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>16/04 3ª SÉRIE 3002 (DUAS AULAS) – Depois de conversas com os professores orientadores do estágio e com a professora supervisora, chegamos ao consenso de que meu tema de investigação partiria em cima dos conteúdos de Eletrodinâmica. Porém, antes seria necessário finalizar força elétrica e campo elétrico. Nesse dia, eles tinham uma avaliação (prova) referente Lei de Coulomb que deveria durar uma aula. Porém, a avaliação excedeu esse tempo e, o tempo restante da aula me serviu para enunciar/trabalhar o conceito de campo.<br />
Acredito que campo elétrico é um conceito físico difícil de entender e ainda mais, de explicar. Usei uma analogia (embora não seja o tema da minha proposta) para explicar o que é um campo. Comparei ao campo gravitacional da Terra, e procurei passar que um campo é uma região do espaço onde ocorrem fenômenos que obedecem a algumas leis. Por exemplo, em uma determinada região próxima a Terra os corpos são atraídos em direção ao centro da mesma. Utilizei ímãs e o campo magnético também como analogia (foi importante frisar a diferença entre cargas opostas/iguais e pólos opostos/iguais, pois de experiências passadas; o aluno tem a tendência a tratar como a “mesma coisa”).Assim, expus que isso também ocorre com as cargas elétricas, ou seja; há um campo elétrico (uma região nas mediações das cargas) onde ao aproximarmos outras cargas, ocorre fenômeno que obedecem as leis da eletrostática.</p>
<p>23/04 3ª SÉRIE 3002 (DUAS AULAS) – Quando cheguei na escola,a professora me avisou que iria aplicar a recuperação paralela porque grande parte da sala havia ido mal na prova da semana anterior(direito do aluno de acordo com a Resolução 158 em seu artigo 6º § 1º).Mais uma vez, a prova excedeu o tempo de uma aula o que, novamente; me deu apenas alguns minutos para continuar trabalhando com campo elétrico. Eu tive que recapitular o conceito de campo, até porque alguns alunos não compareceram a última aula. Nessa aula, cheguei a representação das linhas de força de uma carga positiva e da carga negativa. E comecei a explicar a equação de intensidade de campo elétrico (não consegui ir muito longe). Observei que a analogia que eu utilizei na semana passada com ímãs; comparando a força com a distância;foi lembrada e utilizada pelos próprios alunos para fazer a relação matemática entre campo e distância.</p>
<p>30/04 3ª SÉRIE 3002 (DUAS AULAS) – As aulas não serão aplicadas devido ao Conselho de classe que ocorrerá nessa data.</p>
<p>07/05 3ª SÉRIE 3002 (DUAS AULAS) – Quando cheguei na escola os professores não estavam em sala devido a um “imprevisto”ocorrido.Fiquei uns 10 minutos esperando voltarem para poder começar minha aula, como ninguém havia chego até então; resolvi colocar os alunos em sala de aula e começar sem a professora supervisora.<br />
Retomei de onde havia parado com Campo elétrico. Discutimos e resolvemos juntos um exercício que tratava somente dos vetores campo elétrico e , força elétrica. No começo, houve um pouco de confusão mas, depois eles já participavam e respondiam corretamente. Me pareceu que, embora eles já tivessem estudado Força Elétrica, ainda não viam a grandeza vetorial (tanto que me questionaram o que era a seta, quando eu usava a notação para o vetor); apenas trabalhavam com a intensidade da mesma.<br />
Deduzimos juntos também, a equação da intensidade do campo elétrico e relacionamos a proporcionalidade entre a quantidade de carga e, como a intensidade decresce com o aumento da distância. Nessa hora, eles utilizavam para entender o exemplo do ímã e, se referiam aos pólos do mesmo não como pólo Norte e Sul mas como, pólo positivo e negativo.<br />
Eu havia até comentado em uma vídeo conferência que me preocupo muito em usar algumas analogias devido a essas confusões que o aluno acaba tendo, como confundir os pólos de um ímã com o sinal das cargas elétricas.<br />
Exercitamos mais dois exercícios simples, com apenas o cálculo da intensidade. Eu, particularmente; gosto de tratar com o método cartesiano, do mais simples ao mais complexo. Então seguiu assim, primeiro trabalhar somente vetores; depois somente o cálculo da intensidade (um dos exercícios eu variava a distância, sem variar a carga para que eles pudessem “enxergar” como variava a intensidade do campo) e, por último mas, ainda não consegui finalizar, era trabalhar o campo elétrico em um ponto, criado por várias cargas; para que eles pudessem ao mesmo tempo trabalhar com a intensidade e o vetor.<br />
Obs: No final da aula, acho que último 15-20 minutos a professora entrou em sala.</p>
<p>14/05 3ª SÉRIE 3002 (DUAS AULAS) – Para que eu pudesse investigar a contribuição da História e Filosofia da Ciência para o ensino de Física,eu precisava estabelecer um referencial. Então nessas duas aulas, lecionei campo elétrico de uma forma considerada tradicional. Utilizei novamente uma analogia ao campo gravitacional da Terra para que eles pudessem entender o que era um campo elétrico e, dei a eles uma lista de exemplos de cálculo da intensidade do campo elétrico e fui, juntamente com eles; resolvendo cada exemplo.<br />
Criei uma lista de exemplos cartesiana, partindo do mais fácil para o mais difícil (campo criado pela ação de várias cargas). Por incrível que pareça ou não,eles se mostraram bem interessados na resolução dos cálculos (registrado em vídeo a participação).<br />
Porém faz-se necessário e,esse também é o foco da investigação, a análise qualitativa do conhecimento adquirido. Se nos basearmos em aprender a calcular a intensidade do campo elétrico sem saber o que estamos fazendo; nossa ciência se resumiria a matemática.<br />
Uma pergunta bem interessante surgiu durante a resolução dos cálculos e também serviu de motivação para a próxima aula (que vamos falar de HFC para contribuir no aprendizado qualitativo do aluno): “Professora, o que é a intensidade do campo elétrico? É tipo a força?”</p>
<p>P.S.: Ao final da aula, entreguei uma atividade com conceitos e cálculos de intensidade de campo elétrico e, um questionário onde eles analisavam o que consideravam mais importante em uma aula de Física.</p>
<p>21/05 3ª SÉRIE 3002 (DUAS AULAS) &#8211; Utilizei essas duas aulas para a discussão com os alunos sobre campo elétrico, sob uma perspectiva mais qualitativa. Com um questionário, que foi retirado de um artigo que incentiva a introdução da História e Filosofia da Ciência no ensino de Física, fui questionando os alunos e juntamente com eles formulando o que seria o campo elétrico.<br />
Observei que eles sabem o que é um campo, muitos associam o campo elétrico como aquele criado por uma carga e, quando chegamos na ideia de campo magnético, uma observação feita por um dos alunos, contribuiu para uma comparação melhor, ele dizia referente a um ímã:<br />
“existe um ponto (fazendo referência as proximidades do ímã) que você observa que existe algo ali.”<br />
Questionei : “E como você verifica isso? Apenas olhando?”<br />
Ele me responde: “Não, precisa colocar um outro ímã ou pedaço de ferro para poder sentir.”<br />
Então lancei : “E essa força que você diz sentir, é causada pelo ímã ou pelo corpo que você aproxima? Se retiramos o corpo, essa força (campo) deixa de existir?”<br />
Alguns alunos diziam que sim, outros que não. Então foi realizado a experimentação da limalha de ferro, para que pudéssemos enxergar as linhas de campo criadas pelo ímã.<br />
Passei a aula toda concentrada nas concepções dos alunos, porque sabe-se que não é simples tarefa conseguir modificá-la se esta não estiver de acordo com as explicações da Ciência. E sabendo disso, consegui trabalhar um pouco dos aspectos da História e Filosofia da Ciência com eles, entre estes:<br />
• Uma teoria não é descartada simplesmente porque foi derrubada, existem aspectos mais fortes que implicam na aceitação da mesma como, por exemplo; muitas teorias perduraram por tempo por serem mais simples de serem explicadas ao senso comum;</p>
<p>• A construção do conhecimento não se dá de forma linear. Linearizá-la consiste em uma ciência a &#8211; histórica, e um erro grotesco a HFC;</p>
<p>• Não existe um método irrevogável na construção da Ciência.<br />
Considerei estes três aspectos para conversar com eles pelos seguintes motivos:<br />
1. Mostrar como é importante para o professor conhecer as concepções que eles possuem sobre determinado fenômeno. Que pensar de maneira diferente ao que realmente o fenômeno propõe, não significa não ter conhecimento. Aliás é uma parte importante do ato de aprender e que, pode levar tempo sim. Muitas coisas, por muito tempo, permaneceram sendo acreditadas porque eram mais aceitas pelo senso comum; tinham mais lógica.<br />
2. Com um artigo de História e Filosofia da Ciência coloquei para eles como foi designado o campo elétrico, as experiências realizadas; a contribuição de cientistas que não são lembrados e por fim; que não existe uma receita para estudar, conhecer um fenômeno. Que observações teóricas , empíricas, comparações com modelos; tudo isso pode ser ferramenta para a construção do conhecimento.<br />
É claro que depois de levantar essas questões, a discussão foi até além do conteúdo de eletricidade, eles mostraram ter sua opinião e curiosidades sobre a História e a Filosofia da Ciência em outros ramos como, Mecânica. Pergunta de “Como foi verificado?” Por que não foi aceito? “Quem realizou?” Como realizou?” “Baseado em que constatou?”, surgiram. Isso me revelou as dúvidas internas do aluno, digo internas porque geralmente não aparecem na aula. Ou seja,eles tem sim interesse em saber o que estão estudando, o que representa aquela equação apresentada no quadro, por que devemos aceitá-la.<br />
Por fim, acredito na seguinte análise: o aluno não confia em suas concepções e mal acredita que elas possam ser parte do processo de ensino-aprendizagem mas, com certeza eles possuem interesse nos processos, ou aspectos que contribuíram para a construção da Ciência.<br />
Com amadurecimento e estudo anterior, é possível que introduzir História e Filosofia da Ciência nas aulas de Física contribuirá sob o aspecto qualitativo do entendimento perante o fenômeno estudado.</p>
<p>28/05 3ª SÉRIE 3002 (DUAS AULAS) – Nessas aulas comecei a introduzir o conceito de corrente elétrica. Na verdade, não fui eu quem introduziu. Com uma lampadazinha de LED ligada a um fio condutor e, conectada a uma pilha; fui perguntando a eles “ Por que a lâmpada acende?” . A grande maioria da turma ,mencionou a corrente elétrica. Conectando as duas pontas do fio ao mesmo pólo, a lâmpada não acendia, questionei-os o por quê e, não souberam me dizer.<br />
Então, antes de eu apresentar o meu modelo; propus que eles mesmos criassem um modelo de corrente elétrica; o que acontecia para que a lâmpada acendesse. Também pedi que desenhassem o modelo atômico do átomo. Pareceram não entender a ligação entre uma coisa e outra. Além disso descobri, que quase toda a turma não conhecia a estrutura do átomo.<br />
Um fato muito interessante é que, também; quase todos os alunos da sala acreditavam que a pilha armazenava elétrons que seriam conduzidos pelo fio até chegarem a lâmpada.<br />
Então, apresentei a eles o meu modelo de corrente. No modelo que apresentei a eles, faço a comparação de um circuito de água com um circuito elétrico. Através desse modelo, pudemos associar que para existir corrente deveria existir a diferença de potencial, que no modelo do circuito de água aparece como o desnível do reservatório. Associando a bomba de água com a pilha, fui mostrando que não é a pilha que armazena os elétrons da corrente e sim, que ela é um gerador de energia (também explicitei que não se gera energia, apenas transformamo-na).É a energia química, proveniente da reação química que acontece dentro da pilha que dá o movimento dos elétrons da corrente. Não foi algo tão facilmente aceito por eles. Eles acreditavam que quando a pilha acaba, é porque os elétrons ali dentro acabavam. Então tive que mencionar que são os reagentes responsáveis pela reação que se esgotam.<br />
Se não é na pilha que ficam os elétrons, de onde eles vem então? Aí tive que dar uma prévia sobre o modelo atômico, assim como as camadas e a distribuição eletrônica do átomo. Então, utilizando desse modelo; expliquei condutores de uma maneira diferente sob o ponto de vista da estrutura atômica destes para que eu pudesse chegar aos elétrons livres desses materiais.<br />
Também, tive que recorrer a História para explicar que, embora ao fim do modelo; tenhamos definido a corrente elétrica como o movimento ordenado de elétrons devido a uma diferença de potencial; o sentido da mesma, por erro histórico; era o sentido contrário dos elétrons.<br />
Passei um texto que explicava o por quê de os passarinhos não levarem choques nos fios. Eles pareceram gostar muito e, conseguir associar com o que havíamos falado sobre diferença de potencial.</p>
<p>04/06 3ª SÉRIE 3002 (DUAS AULAS) – Mal entrei em sala e os alunos pareciam relembrar o que havíamos trabalhado na aula anterior. Ainda existia a não aceitação de que os elétrons da corrente provém do próprio material condutor do fio mas, vejo isso como um ponto positivo. Explico. Segundo características da natureza da Ciência, por muito tempo algumas concepções erradas perduraram por serem mais compreensíveis (parecerem fazer mais sentido) ao entendimento leigo (esse tópico da natureza da Ciência foi discutido com eles em sala). Nós, docentes; sabemos que não é simples derrubar uma concepção prévia e pelo jeito, bem arraigada mas; se eles trouxeram a tona essa questão , acredito que significa que começaram a pensar sobre.<br />
Outra coisa que aconteceu e que me deixou satisfeita foi que uma aluna trouxe uma pilha e uma espécie de “motorzinho”. Ela conectava o motorzinho em pólos diferentes da pilha e em pólos iguais, querendo me mostrar que compreendeu a necessidade da diferença de potencial para que houvesse corrente. E, um aluno próximo a ela comentou as transformações de energia. Dizia ele: “então a energia da reação química “gera” corrente e transforma na energia mecânica do motorzinho&#8230; é isso?” Claro que eles nem sempre usam as expressões corretas mas nós ,professores; no contexto entendemos o que eles querem dizer e analisamos a evolução no aprendizado.<br />
Enfim, essa turma é uma turma que se preocupa muito com o cálculo das grandezas então, eu não podia deixar de ensiná-los a calcular a intensidade da corrente elétrica. Apresentar o modelo foi indispensável nessa turma, que tem como característica a preocupação com a física matemática mas que, a meu ver; muitas vezes pareciam não compreender aquilo que “calculavam”. E isso faz com que a aula de Física seja apenas matemática.<br />
Então, me utilizei de uma espécie de modelo também para calcular a intensidade da corrente elétrica:<br />
“Suponha que os veículos tenham, em média, 2 toneladas de massa cada um. Se a estrada tiver 3 faixas de rolamento e, em cada faixa, passarem 2000 veículos por hora, qual é a quantidade de matéria que atravessa um trecho da estrada em ton/h?”<br />
Responder a essa pergunta, para eles, me pareceu muito simples. E não foi só a utilização do cálculo mas, o entendimento da questão, a lógica.<br />
Então começamos a falar dos elétrons, que para que houvesse a energia precisava receber a carga. Então de onde vem essa carga? Relembramos a carga elementar. E foi a partir dessas indagações chegamos a equação da corrente elétrica. Realizei exemplos no quadro mas, percebi uma autonomia deles em resolverem sozinhos. Isso, a meu ver, demonstrou que houve uma compreensão no contexto, a equação é simples mas, exige uma lógica.<br />
Perguntei se eles conheciam qual era a unidade de corrente elétrica ou, o que era o C/s, eles me responderam que não. Mas, quando falei em Ampére demonstraram já terem ciência dessa unidade. Também discutimos algumas intensidades de corrente tipo, “1 A é uma corrente alta?”. Então, mostrei a eles a mínima intensidade de corrente que causaria a morte de um ser humano e também discutimos “o que mata, é a corrente ou a tensão?”<br />
Enfim, esse foi meu último dia de estágio. Me prolonguei por causa das quatro primeiras aulas praticamente perdidas devido as avaliações que eles estavam fazendo com a professora titular deles. A sequência de conteúdos também foge daquela que apresentei no meu planejamento mas, ser professor também é isso ;adaptar-se a acima de tudo preocupar-se com sua contribuição na construção do conhecimento do seu aluno. Não consegui chagar em resistores mas, fiquei satisfeita com o resultado.<br />
P.S.: No dia 11/06 , fui até a escola para entregar as avaliações que fiz com eles (colocarei em anexo no meu relato). Avaliações que procurei fazer de maneira diversificada, com conceitos descrito por eles mesmos, cálculo de grandezas, relações ou seja;procurar avaliar a compreensão de um modo qualitativo. Fiquei muito satisfeita com o resultado e a professora supervisora também. Ela disse ter ficado surpresa com o bom desempenho deles.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?feed=rss2&#038;p=2003</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>(G1) RELATO: HFC PARA A CONTRIBUIÇÃO QUALITATIVA DO ENSINO DE CAMPO ELÉTRICO</title>
		<link>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=2000</link>
		<comments>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=2000#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 15 Jun 2014 00:19:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Camila Nart Gonçalves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Campo]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Criciúma]]></category>
		<category><![CDATA[G1]]></category>
		<category><![CDATA[HFC]]></category>
		<category><![CDATA[Relato Investigativo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=2000</guid>
		<description><![CDATA[Para lecionar minhas aulas baseei-me em dois temas de investigação, como já havia dito: História e Filosofia da Ciência no Ensino da Física e aplicação de modelos, modelagens e modelizações. Minha primeira idéia/proposta era utilizar-me dos dois temas simultaneamente mas, em sala; utilizei História e Filosofia da Ciência para lecionar Campo Elétrico enquanto, para tratar<br /><span class="excerpt_more"><a href="http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=2000">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para lecionar minhas aulas baseei-me em dois temas de investigação, como já havia dito: História e Filosofia da Ciência no Ensino da Física e aplicação de modelos, modelagens e modelizações.<br />
Minha primeira idéia/proposta era utilizar-me dos dois temas simultaneamente mas, em sala; utilizei História e Filosofia da Ciência para lecionar Campo Elétrico enquanto, para tratar de corrente elétrica me apoiei nos modelos e modelizações.<br />
Leciono em um terceiro ano noturno de um colégio de Nova Veneza, pequena cidade que fica nos arredores de Criciúma. Não conhecia a turma (não é a mesma nem de estágio A e nem, de estágio B). Então, pouco antes de lecionar, elaborei um questionário para poder conhecer um pouco as características da turma. Em relação a disciplina de Física, entre aqueles que se identificavam com a disciplina/área e , aqueles que não se identificavam, a proporção foi praticamente 1/1.Entre outras perguntas do questionário, perguntei como eles enxergavam a disciplina, quais as maiores dificuldades e o que consideravam importante. A esmagadora maioria, entre alunos que apreciavam exatas e alunos de Humanas; responderam que o mais importante é aprender a fazer os cálculos.<br />
Notei essa característica, uma turma que ate-se a resolução de cálculos; durante as aulas. Talvez, essa característica venha do fato de que usualmente a disciplina é tratada assim durante algum tempo já, inclusive pelos próprios professores. Então, o aluno vai procurar focar naquilo que lhe é cobrado. E aí , perde-se um pouco da essência dessa Ciência que é a Física. Ainda que tomemos por característica uma física matemática, tratamos de grandezas; grandezas com rico significado que foi construído firmemente durante muito tempo, com a contribuição de muitos pesquisadores/cientistas, grandezas que sofreram com a aceitação de leigos e a resistência da própria comunidade científica; enfim grandezas/teorias firmadas não por um método científico (o que a HFC mostra não existir um método) ou por uma única teoria irrevogável mas, teorias discutidas, melhoradas e baseadas pelos mais diferentes modos de fazer ciência.<br />
Então, comecei a tratar com os alunos uma “típica aula de Física”. Expliquei sucintamente o que era o campo elétrico e, com exemplos que seguiam uma linha cartesiana (do mais fácil ao mais difícil) fui, juntamente com eles; resolvendo os exercícios. Eles interagiram bem. Algo novo para eles (ao menos a reação mostrou-me isso) era a grandeza vetorial. Houve um certo trabalho em ensinar o vetor força e o vetor campo elétrico mas, pelo o que vi posteriormente nas avaliações pareceram ter aprendido. (e até gostado)<br />
Em uma atividade eu pedi para que eles calculassem a intensidade do campo elétrico e, me dissessem o que significa. Muitos, a maioria; me deu definições prontas de livros e/ou internet. E era aí que eu queria chegar, na compreensão da grandeza afinal; é importante aprender a calculá-la mas, precisamos ter ciência do que significa esse número ou então; será apenas um número.<br />
Um acontecimento interessante foi que, durante uma aula, um aluno me perguntou: “O que é intensidade? É tipo força?” Com certeza, compreendi o que ele quis dizer mas, é claro que durante a aula investigativa aproveitei-me disso para explicar e diferenciar, ressaltar porque não poderia utilizar o termo força.<br />
Enfim, na aula de investigação; utilizei de algumas perguntas para que primeiramente pudesse identificar concepções dos alunos e até, através delas e juntamente com a contribuição de cada um, elaboramos uma definição e associação para o campo elétrico. Associamos campo a lugar/espaço (comparando até a um campo de Futebol), eles identificaram que para ter campo elétrico precisava da carga elétrica. Por um instante, havia uma confusão entre Força Elétrica e Campo Elétrico mas, uma das questões fazia menção aos ímãs e o campo magnético então, um aluno disse: “No ímã, existe um ponto ali que você consegue sentir que existe algo ali, a partir daquele ponto e, quanto mais perto do ímã, mais você sente essa força”<br />
Essa contribuição foi excelente para relacionarmos que, para o campo existir não precisamos da “segunda carga”, como na Força que para identificarmos repulsão ou atração precisamos conhecer os sinais das mesmas. Da mesma maneira e de modo análogo, o campo da Terra, ele existe independentemente de colocarmos um corpo a prova deste campo ou não. A outra carga, ou corpo; serve como prova de que este campo existe.<br />
Mostrei para eles como foi o estudo a experimentação da existência do Campo Elétrico e aproveitei até para discutir com eles aspectos da natureza da Ciência, tais como contribuição de cientistas anônimos,evolução de teorias, a contribuição das concepções na Ciência, ou seja;abordar como o conhecimento é construído. E como eles participaram nessa etapa! Até fugiram um pouco da eletricidade/campo elétrico mas, foi rico porque expuseram fatos que conheciam, dúvidas que tinham a respeito de método científico, conceitos, confirmações enfim; aspectos da construção da ciência.<br />
Depois dessa abordagem histórica perguntei se em qualidade, a compreensão de campo elétrico ficou melhor. Alguns hesitaram, diziam que “talvez um pouco”. E é claro que era de se esperar, não esqueçamos que trabalhamos com um ensino construtivista e derrubar ou inserir novas idéias/concepções é um processo que requer tempo,não se faz de uma hora pra outra. O aluno até pode entender aquilo que você mostrou para ele mas, o processo de aceitar e compreender e /ou relacionar vai amadurecer com o tempo e isso também, vai depender de cada indivíduo.<br />
Porém, quando pedi para que novamente me dissessem o que aprenderam em relação a campo elétrico (com as próprias palavras),não precisava ser o conceito em si, mas relações, qualquer característica; a evolução comparada a avaliação inicial foi considerável. Claro, que me refiro a avaliação geral de turma. Alguns casos ainda demonstravam dificuldades, relações incorretas&#8230; enfim; problemas que fazem parte do processo de ensino aprendizagem.<br />
Mas, em resumo; nós professores, podemos sim utilizarmo-nos da inserção da História e Filosofia da Ciência para nos auxiliar na melhoria, sob o aspecto qualitativo; do ensino de Física.</p>
<p>P.S.: Utilizei o seguinte artigo (que não está no meu planejamento de ensino inicial) embora tenha lido tantos outros, como orientação para minha aula investigativa:<br />
MAGALHÃES, Murilo de F. SANTOS, Wilma M.S. &amp; outros.Uma Proposta para Ensinar os Conceitos de Campo Elétrico e Magnético: uma aplicação da História da Física. Revista Brasileira do Ensino de Física, Rio de Janeiro, vol.24, no.4, 489-496, Dezembro, 2002.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?feed=rss2&#038;p=2000</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>(G4) Ciência, vida diária e Ensino da Escola Relato II</title>
		<link>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=1836</link>
		<comments>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=1836#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 05 Jun 2014 00:39:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Galvão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Campo]]></category>
		<category><![CDATA[G4]]></category>
		<category><![CDATA[Tubarão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=1836</guid>
		<description><![CDATA[Em um segundo momento na busca de fazer esta relação entre o que se ensina na escola e a vida em comunidade do aluno, os mesmos foram convidados e orientados a fazer uma saída de campo, e com papel e caneta na mão, fomos dar uma volta no entorno da escola, como se eles (alunos)<br /><span class="excerpt_more"><a href="http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=1836">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em um segundo momento na busca de fazer esta relação entre o que se ensina na escola e a vida em comunidade do aluno, os mesmos foram convidados e orientados a fazer uma saída de campo, e com papel e caneta na mão, fomos dar uma volta no entorno da escola, como se eles (alunos) fossem os próprios motoristas e observando as placas de trânsito, bem como as placas que indicavam a localização da escola e os símbolos das placas. Munidos destas informações os alunos tinham que desenhar um mapa colocar neste as placas existentes e sugerir quais as placas ou outras informações que estavam faltando. A partir desta etapa foi produzido um documento, com os principais objetivos do plano de ensino e com as observações dos alunos, e em um trabalho conjunto com a direção, solicitaremos um encontro com o prefeito de Garopaba, não só para pedir, mas também como uma maneira de mostrar aos alunos, que a física não só uma obrigação na grade curricular da escola, que ela está principalmente fundamentada nas necessidades humanas.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?feed=rss2&#038;p=1836</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>(G4) Ciência, Vida Diária e Conhecimento da Escola Relato I</title>
		<link>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=1830</link>
		<comments>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=1830#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 04 Jun 2014 18:32:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Galvão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Campo]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[G4]]></category>
		<category><![CDATA[Tubarão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=1830</guid>
		<description><![CDATA[A relação que os alunos fazem com sua vida diária, bem como a relação escolar com a ciência dos cientistas, segundo Amélia, p.14 “ A ciência escolar, portanto, não se identifica integralmente com o conhecimento científico, uma vez que esse conhecimento deve ser submetido a um processo de transformação para que possa ser apreendido pelas crianças”. É<br /><span class="excerpt_more"><a href="http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=1830">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">A relação que os alunos fazem com sua vida diária, bem como a relação escolar com a ciência dos cientistas, segundo Amélia, p.14 “ A ciência escolar, portanto, não se identifica integralmente com o conhecimento científico, uma vez que esse conhecimento deve ser submetido a um processo de transformação para que possa ser apreendido pelas crianças”.</p>
<p style="text-align: left;">É em busca desta relação entre ciência, vida diária e conhecimento da escola, que será trabalhado neste semestre. Esta relação não é só importante como também situa o indivíduo como pensador, cidadão, e principalmente entendedor do mundo que está à sua volta.</p>
<p>_Campos, Maria Cristina da Cunha; Nigro, Rogério Gonçalves; Teoria e prática<br />
em ciências na escola: O ensino – aprendizagem como investigação – 1 ed. São<br />
Paulo: FTD, 2009.</p>
<p>_Porto, Amélia; Ramos, Lizia; Goulart, Sheila; Um olhar comprometido com o<br />
ensino de ciências. 1 ed. Belo Horizonte: Ed. FAPI, 2009.</p>
<p>Estes dois livro orientaram meu trabalho na construção do plano de ensino onde visa a relação da ciência estudada na escola e da relação deste conhecimento com a vida em sociedade do aluno, assim, o principal foco investigativo deste semestre, entre outros, como compreensão de problemas, habilidades matemáticas, é o uso da física no dia-a -dia do aluno, na visão do próprio aluno. Perceber se ele (aluno) consegue associar o que a sala de aula traz em formato de &#8220;conteúdo&#8221;, para ser usado e de que forma pode ser usado este conhecimento, não só para a vida da cada um, bem como para sua vida em comunidade.</p>
<p>Desta forma, além do uso de unidades para um &#8220;ajuste&#8221; e da importância do uso do mesmo, com problema de papel e lápis, apresentação do SI, onde foram observadas as habilidades de interpretação e compreensão de problemas, usaremos também a tecnologia, a observação entre outros meios.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?feed=rss2&#038;p=1830</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>(G2) Diário de campo 1</title>
		<link>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=1793</link>
		<comments>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=1793#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 28 May 2014 14:43:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme Blumenau</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Campo]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo-Depoimentos]]></category>
		<category><![CDATA[bagunça]]></category>
		<category><![CDATA[Blumenau]]></category>
		<category><![CDATA[didática]]></category>
		<category><![CDATA[Física Moderna]]></category>
		<category><![CDATA[G2]]></category>
		<category><![CDATA[modelo padrão]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=1793</guid>
		<description><![CDATA[Neste vídeos eu deponho sobre o andamento das aulas iniciais na turma do terceiro ano do Ensino Médio na qual faço estágio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste vídeos eu deponho sobre o andamento das aulas iniciais na turma do terceiro ano do Ensino Médio na qual faço estágio.</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/w386DCSjcUo" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?feed=rss2&#038;p=1793</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>(G5) Relato 2 &#8211; Atividade experimental e Lei de Coulomb</title>
		<link>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=1781</link>
		<comments>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=1781#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 28 May 2014 01:31:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Nizilene Daiane Soares Muller</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Campo]]></category>
		<category><![CDATA[Blumenau]]></category>
		<category><![CDATA[G5]]></category>
		<category><![CDATA[Lei de Coulomb]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=1781</guid>
		<description><![CDATA[Na discussão feita no grande grupo referente à atividade experimental na perspectiva construtivista, sobre Eletrostática, foi possível percebe que os alunos conseguiram relacionar o conteúdo estudado com a experiência realizada. Durante a discussão alguns deles se manifestaram e comentaram que sentiram dificuldades na elaboração das questões feitas antes da atividade experimental. Aproveitei alguns questionamentos, sobre<br /><span class="excerpt_more"><a href="http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=1781">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na discussão feita no grande grupo referente à atividade experimental na perspectiva construtivista, sobre Eletrostática, foi possível percebe que os alunos conseguiram relacionar o conteúdo estudado com a experiência realizada. Durante a discussão alguns deles se manifestaram e comentaram que sentiram dificuldades na elaboração das questões feitas antes da atividade experimental. Aproveitei alguns questionamentos, sobre o que acontecia quando mudávamos a distância de aproximação entre o objeto eletrizado e o pêndulo eletrostático, para introduzir o conceito da Lei de Coulomb. Foram interessantes as respostas obtidas nesse momento, pois sem ter explicado o conceito, alguns alunos conseguiram perceber que a força de interação é inversamente proporcional à distância. Então durante as aulas ministradas, os alunos demonstraram um bom entendimento na teoria, mas quando chegou a hora de calcular o valor da intensidade verifiquei uma grande dificuldade dos alunos em relação há conceitos matemáticos, principalmente nas operações que envolvem notação científica.</p>
<p><a href="http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/wp-content/uploads/2014/05/forca_coulomb.jpg" rel='prettyPhoto[gallery1]'><img class="alignnone  wp-image-1783" src="http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/wp-content/uploads/2014/05/forca_coulomb-278x300.jpg" alt="" width="278" height="300" /></a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?feed=rss2&#038;p=1781</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>(G4) Relato II</title>
		<link>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=1730</link>
		<comments>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=1730#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 24 May 2014 02:04:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jairo Nunes dos Anjos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Campo]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Canoinhas]]></category>
		<category><![CDATA[G4]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=1730</guid>
		<description><![CDATA[Agora as coisas começaram a fluir da maneira esperada&#8230;como aprendemos com os erros, posso afirmar que comigo esta frase esta se justificando nesta etapa do estágio. Como estou aplicando o mesmo conteúdo em estágio b, vejo os equívocos cometidos lá atrás, vantagem é que agora estes não estão se repetindo. Um exemplo bastante claro é<br /><span class="excerpt_more"><a href="http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?p=1730">[continue reading...]</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agora as coisas começaram a fluir da maneira esperada&#8230;como aprendemos com os erros, posso afirmar que comigo esta frase esta se justificando nesta etapa do estágio.<br />
Como estou aplicando o mesmo conteúdo em estágio b, vejo os equívocos cometidos lá atrás, vantagem é que agora estes não estão se repetindo.<br />
Um exemplo bastante claro é quanto a minha insistência no estágio b, em fazer uso bastante voltado para as TICs, onde percebo hoje que estas não vão de forma algumas salvar minha aulas, e sim que possam haver momentos oportunos para utilizar as mesmas. Quando transformamos este recurso em um único método metodológico, estamos dando um passo para trás repetindo os mesmo erros do tão criticado método quadro e giz, que agora vejo não ser este o culpado pelo sistema estar sendo criticado, e sim por não haver alternâncias em práticas metodológicas no passado.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://henriquesilva.sites.ufsc.br/wordpress2/?feed=rss2&#038;p=1730</wfw:commentRss>
		<slash:comments>10</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
